Ao longo de um ano, muitas pesquisas são realizadas dentro da FADISMA. Umas sobre temas mais conhecidos pela população como um todo, e outras menos conhecidas, que despertam um pensar diferenciado em cada pessoa.
Rafaela Marchezan, estudante do 9º e 10º semestres do curso de Direito da Instituição, escolheu trabalhar com o tema Criminologia e Neurociências em seu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
Orientada pela Profa. Olinda Barcellos e intitulada “As Contribuições da Neurociência para o Estudo do Comportamento Criminoso e sua Aplicabilidade Perante a Lei”, a pesquisa tem como objetivo analisar os fundamentos da Neurociência para a compreensão do comportamento criminoso e verificar sua aplicabilidade em decisões legais.
Um detalhe muito interessante é que Rafaela contará com a troca de experiências do psicólogo britânico Adrian Raine, grande nome da neurocriminologia. Ele é a principal referência na área, do qual o próprio autor criou o termo para se referir às contribuições da neurociência para a criminologia. Raine também é professor na Universidade da Pensilvânia e na Universidade Richard Perry.
De acordo com Rafaela Marchezan, o espaço que Adrian Raine cedeu em sua, bastante agitada rotina, foi muito importante tanto no âmbito pessoal quanto acadêmico. “Ele é a pessoa que mais entende desse tema atualmente. Dessa forma, ter as contribuições dele, diretamente para o meu trabalho de conclusão de curso é algo que eu certamente não vou esquecer, principalmente considerando o fato de que eu sempre quis morar no exterior. Pessoalmente, ser notada pela figura com mais notoriedade dentro da Neurocriminologia foi a melhor maneira de encerrar esse ciclo da graduação”, disse a estudante.
A orientadora de Rafaela, professora Olinda Barcellos, destacou a experiência que Adrian possui em pesquisas empíricas, que são aquelas que buscam dados relevantes e convenientes obtidos através da experiência e vivência do pesquisador; com objetivo de chegar a novas conclusões a partir da maturidade experimental do outro.
“Como professora, sinto uma alegria imensa em vivenciar esse encontro. Isso é pesquisa! A união da curiosidade e o do esforço que resulta em informações que podemos utilizar para produzir conhecimento e inteligência. Adrian tem uma maneira impar de compreender o comportamento criminoso, para alguns, assustador, para outros, mais uma forma de encontrar explicação para atividade criminal. A Criminologia, ciência interdisciplinar e multidisciplinar, somente ganha quando temos a humildade de ouvir outras versões”, ressaltou Olinda.
Os contatos entre aluna e psicólogo foram realizados via e-mail e videoconferências. Ainda, a estudante teve a oportunidade de conversar pessoalmente com Raine, que esteve recentemente na Capital Gaúcha, Porto Alegre, onde ministrou aulas na PUC.
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